Somos almas em crescimento

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Todos, sem excepção, estamos aqui para aprender, crescer e evoluir enquanto seres humanos viventes neste planeta Terra. Todos temos lições para superar, todos ao seu ritmo e todos com as suas características e capacidades. Todos fazemos o melhor que podemos, se não fazemos, não temos consciência ou capacidade para mais.

Há quem diga que antes de virmos para este planeta (quem acredita nas ideologias da reencarnação), seleccionamos a nossa missão e as lições que temos de aprender. Como tal, escolhemos também a nossa família e o nosso grupo de pares com quem podemos aprender essas lições.

Independentemente das crenças de cada um, todos estamos cá com o propósito de crescer, relacionar-se com outros, aprender na escola da vida e tentar ser o melhor ser humano que se pode ser (melhor profissional, pai, mãe, amigo, vizinho, colega, o que seja). Como tal, também cada pessoa está no seu processo e caminho de evolução. Cada um no seu patamar, no seu nível e ritmo de consciência e aprendizagem.

Sempre que se sinta com raiva ou magoada com alguém, com expectativas ou ilusões defraudadas, questione-se se a pessoa pode ser como você gostaria, corresponder aos seus desejos. Se essa pessoa tem condições ou capacidade de ser como gostaria. E porquê, porque gostaria que a pessoa fosse de acordo com os seus critérios ou desejos. Porque na realidade tomos representamos papéis, todos exercemos o nosso direito à liberdade ou livre arbítrio. Todos somos exactamente como temos de ser. Todos agimos como podemos e sabemos.

Porquê esperar mais? Diferente? De nós ou dos outros. É a melhor forma de nos sentirmos desiludidos. E a melhor forma de nos magoarmos e afastarmos os outros. Tanta gente que acompanho que duvida de si mesma, do seu valor. Quando aprendeu a desvalorizar-se? Quem o ensinou a tal? Mudar de perspectiva ou de crenças (ideias sobre nós, neste caso) custa, não se faz da noite para o dia. Mas da mesma forma que podemos respeitar o ritmo e o processo do outro, também devemos respeitar o nosso. Aceitar o nosso ritmo e processo também.

A cada momento só podemos ser ou funcionar de certa forma. Temos um “chip” ou programação que assim nos obriga. A boa notícia é que podemos mudar esse chip, substituí-lo ou reprogramá-lo. Leva tempo, precisa paciência, determinação, e acima de tudo, convicção. Não podemos transformar-nos de repente em seres calmos, pacientes, confiantes e resolutos. Precisamos de ter calma connosco, calma com o tempo das coisas acontecerem e se desenrolarem.

Somos também almas em crescimento. A mesma dose de compreensão que consegue ter pelos outros seres à sua volta, precisa ter para consigo. Pelo seu próprio processo, pelo seu próprio ritmo e pela forma como tudo pode ser para si, a cada momento. Se tem raiva, força, sinta toda essa raiva. Ou outra emoção. Sinta tudo, tudo a que tem direito, e depois decida, o que quer manter em si e o que não. Sentimentos, emoções, crenças.

Conteste tudo. Reescreva o seu próprio guião. Por ter sido de determinada forma até aqui, não precisa continuar a sê-lo. Não espere demais dos outros, ou não espere aquilo que eles não podem dar ou ser. Liberte os outros desse fardo, libertando-se a si de esperar a mudança ou o comportamento desejado.

Se eu pudesse descrever “karma”, ou o que seria a sua resolução, diria que é o processo pelo qual deixamos de querer que determinada pessoa seja ou faça determinada coisa que nós achamos justo. Que ela peça desculpas, perdoe, compreenda, seja mais gentil, presente, ou o que seja. Somos nós que temos a capacidade de decidir por nós, e nós apenas. Ninguém, na realidade, nos deve algo. Somos nós que colocamos na balança o que é justo ou injusto, o que os outros devem ser para nós ou não. Já pensou a carga de que se libertava se pudesse deixar os outros serem imperfeitamente como são, incluindo você? Experimente…

Published by Paula Chocalhinho

Uso a Psicologia, a Hipnose e as Constelações Familiares para facilitar processos de mudança baseados na autoanálise e no autoconhecimento, indo às causas das perturbações e sintomas (aumento da consciência), promovendo o ensino de estratégias de regulação emocional (ansiedade e pânico) e trabalho com a criança interior para acolhimento das feridas e superação dos traumas. Para marcações, preencher o formulário em Contactar. Podcast Psicologia de Bolso no Spotify.

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