Porque não ouvimos a nossa intuição?

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Quantos de nós têm aquela vozinha de fundo que nos diz sempre qual é o melhor caminho e, muita das vezes a ignora? Quantos de nós verdadeiramente a ouve? E se não a ouve, porque será?

Não ouvimos a intuição por insegurança, por desconhecimento, por negação do que ela nos diz ou porque precisamos de confirmação de que o que ela nos diz é verdade. Normalmente obtemos essa confirmação através de outros, de amigos, terapeutas, tarólogos, videntes, o que seja.

A sugestão é parar para ouvir, deixar essa voz ficar mais forte, aprender a confiar nela, ouvi-la cada vez mais, observar, seguir por onde ela diz e podermos ser surpreendidos. Aqui não há muito a fazer… Na realidade é simples. Ela sempre aí esteve. É gentil, é amorosa, é suave. Diferente da mente, que é afirmativa, comanda, critica, analisa e decide, diz como fazer, controla.

A voz da intuição é como um rio que corre, sempre no mesmo sentido. No sentido do que é fluido. Vai sempre segura, independentemente de quais forem as nossas escolhas. É uma voz responsável, que simplesmente informa e respeita as nossas decisões. É uma voz sempre presente, omnipresente e vem directamente da nossa alma, esse repositório seguro e soberano de uma sabedoria mais vasta do que nós, a nossa mente e a nossa experiência mundana.

Sempre precisamos de certezas, de confirmações, de saber. A intuição é um saber sim, mas que nos desafia, que nos coloca em terreno novo, desconhecido. Tira-nos da zona de conforto, leva-nos por terrenos incertos, onde não vemos o desfecho. Quem gosta disso? Ninguém. Todos queremos saber de antemão, como se isso fosse possível. Então sim, fazemos escolhas “racionais” e seguras, que nos levam mais ou menos por onde esperamos e, normalmente, por onde teremos menos a perder e a arriscar.

Então pare, medite. Ouça e confie. Deixe os supostos “mestres” por um tempo. Sim, vai seguir por um caminho não cartografado, mas é por aí que teremos a oportunidade de vislumbrar os mais incríveis tesouros que a nossa alma tem guardado para nós.

Published by Paula Chocalhinho

Uso a Psicologia, a Hipnose e as Constelações Familiares para facilitar processos de mudança baseados na autoanálise e no autoconhecimento, indo às causas das perturbações e sintomas (aumento da consciência), promovendo o ensino de estratégias de regulação emocional (ansiedade e pânico) e trabalho com a criança interior para acolhimento das feridas e superação dos traumas. Para marcações, preencher o formulário em Contactar. Podcast Psicologia de Bolso no Spotify.

2 thoughts on “Porque não ouvimos a nossa intuição?

  1. Gosh! Como adoro ler os teus escritos. Tirei algum tempo hoje para “lê-los”. Pergunto-me, como consegues fazer tanto sentido, com esta qualidade e força nas palavras e ter este tipo de sabedoria constante… a constância… é que me fascina. O saber pode ser aprendido pelo estudo, pela ciência, por leituras várias, mas este de que escreves está acompanhado pela experiência, vejo claramente, deve estar enraizado… Bem-hajas, Paula! Continua sempre com a pena na mão! Beijinhos mil.

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