O espectro emocional

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Tal como uma paleta de cores, assim são as emoções. De um lado das mais cinzentas às mais escuras, chegando ao preto luto, desespero e angústia. De outro lado as mais claras, do branco ao amarelo, rosa, verde, lilás como a felicidade, a alegria, a satisfação e a autorealização. Todos, sem excepção, passamos por muitas destas emoções recorrentemente. Por um lado, há pessoas que ficam no espectro mais cinzento, outras, mais optimistas e entusiastas, passam mais tempo no espectro mais colorido.

Nem sempre conseguimos estar sempre na cor e na luz, na alegria e na felicidade. Muitas vezes vamos cruzar o cinza da vida e chegar ao negro do fundo do poço. Outras vezes vamos estar no assim assim da apatia, nem cinzento nem branco. Umas vezes vamos estar num amarelo bem brilhante quando algo muito muito importante acontece e conseguimos algo que queremos mesmo muito. Outras vezes vamos estar repletos de um verde primavera quando temos daqueles momentos mesmo bons com quem amamos. E é mesmo assim… Nem só de amarelo ou verde é feita a vida. O preto e o cinza também fazem parte.

O que é certo é que, por vezes, parece que nunca mais vamos conseguir sair do negro desespero, mas, lentamente, pouco a pouco, esse negro vai clareando, como uma trovoada que, com o tempo, vai dissipando, primeiro muito cinzenta, depois menos e menos até se verem apenas nuvens branquinhas, suaves e brincalhonas, fazendo-nos esquecer da tormenta anterior. Assim é o luto e a depressão, quando não ficamos agarrados a ela. A perda faz-nos passar por uma série de cores e momentos do espectro cinzento, mas antes desse cinzento, antes da perda, já sentimos coisas de muitas cores.

E assim, por cada cor, vamos passando e vamos vivendo. É inevitável corrermos de um espectro ao outro, assim é a experiência humana. A noite não se dá sem o dia, o claro sem o escuro, o bom sem o mau, a tristeza sem a alegria. Esse é o equilíbrio, podermos sentir tudo por igual, sem menosprezar o preto e o cinzento e sem desejar apenas o amarelo e o rosa, senão o que seria do laranja e do azul escuro?

Published by Paula Chocalhinho

Uso a Psicologia, a Hipnose e as Constelações Familiares para facilitar processos de mudança baseados na autoanálise e no autoconhecimento, indo às causas das perturbações e sintomas (aumento da consciência), promovendo o ensino de estratégias de regulação emocional (ansiedade e pânico) e trabalho com a criança interior para acolhimento das feridas e superação dos traumas. Para marcações, preencher o formulário em Contactar. Podcast Psicologia de Bolso no Spotify.

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