Às vezes temos de abandonar os porquês e fazer o que precisa ser feito

Às vezes levamos a vida a interrogar-nos do porquê disto ou daquilo, e isso consome-nos porque nem sempre temos ou vamos ter as respostas a esses porquês. Às vezes até podemos ter, mas nem sempre nos contentamos com essas respostas, ou não ficamos convencidos com elas. Podemos até achar que há outros porquês e que aquelas respostas não são suficientes para explicá-los. Ficar nos porquês é uma tremenda perda de tempo e de energia, porque nos faz ficar presos/as a essas questões, não encontrando o “closure” ou o fecho de alguns ciclos e acontecimentos, ou perdas significativas.

Perguntar porque a vida é como é, e porque certas pessoas ou relacionamentos são como são, porque é que alguém fica doente ou morre jovem, por exemplo, são perguntas que nem sempre tem respostas diretas e simples, ou têm resposta de todo. Há coisas que acontecem sem a nossa vontade ou intervenção, e não há nada a fazer. É só o que é. Deixa-nos impotentes mas há que aceitar a imprevisibilidade da vida.

Questionarmo-nos acerca do futuro do mundo ou das nossas vidas, é outra armadilha. Os porquês e os “que será que vai acontecer”, mais do que tudo, prendem – quando ficamos tempo indeterminado neles. Devemos sim questionarmo-nos acerca de certos porquês, como padrões que nos condicionam, e contemplar cenários futuros para que lhes possamos dar uma possível solução, e nos prepararmos para ela, para que possamos crescer na escada da evolução.

No caso da ansiedade, porque é que existe, de onde vem e porque a sente, é bom perceber. Mas mais do que ficar na hipervigilância dos sinais e sintomas e nos possíveis porquês que nem sempre encontra, é procurar ajuda terapêutica. Seja no caso de sofrer de ansiedade constante, ter ataques de pânico ou depressão, por exemplo, mais do que auto analisar-se, é fazer algo a respeito. No fundo, sair dos sintomas e das causas e ir em direção à superação, cura ou fecho daquilo que em si provoca esses sintomas. Como tal, os porquês são necessários, mas só se acompanhados de ação concreta, senão fica só com informação e os sintomas mantidos na mesma.

Published by Paula Chocalhinho

Uso a Psicologia, a Hipnose e as Constelações Familiares para facilitar processos de mudança baseados na autoanálise e no autoconhecimento, indo às causas das perturbações e sintomas (aumento da consciência), promovendo o ensino de estratégias de regulação emocional (ansiedade e pânico) e trabalho com a criança interior para acolhimento das feridas e superação dos traumas. Para marcações, preencher o formulário em Contactar. Podcast Psicologia de Bolso no Spotify.

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